Angu de Sangue

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Neste sábado, 25 de setembro, o espetáculo Angu de Sangue encerrou com chave de ouro o II Festival de Artes Cênicas de Garanhuns.

         A encenação concentra-se no jogo do contém/está contido como ocorre graficamente na palavra sangue, que em si abriga na palavra angu: s-angu-e. 
         A idéia de angu como sinônimo de confusão também serve de base conceitual para a encenação: confusão e com-fusão. Isso se deve, em parte, à própria natureza híbrida do texto. Nele se fundem elementos trágicos, cômicos, dramáticos e melodramáticos; nele se alternam a prosa e a poesia. No palco, além daquilo que é intrínseco à obra literária, se vê a sobreposição das imagens reais com outras projetadas em telão, num possível flerte entre teatro e a vídeo-arte. Outra interface é explorada com a fusão dos episódios sendo reforçada pelo uso da música.
O espetáculo conta com 10 estórias interligadas, na maioria dos monólogos com forte intensidade dramática. Baseado em livro homônimo do escritor pernambucano Marcelino Freire.




"Faz de conta que não foi. Nada" é narrada a história de um menino de rua barbaramente assassinado.




  "Muribeca", uma catadora de lixo apresenta toda sua indignação diante da possibilidade das autoridades governamentais acabarem com o sustento da sua família.










"Volte outro dia", um homem, moderno e solitário, é levado ao desespero ao ver que um mendigo não pretende sair de sua porta até que seja atendido.






"Darluz", uma mulher confessa que deu todos os seus filhos por não ter condições de criá-los.








"O caso da menina", numa movimentada avenida, outra mulher tenta convencer um transeunte a ficar com sua filha recém-nascida.







"A volte de Carmem Miranda", um homossexual das antigas diz como era bom ser gay no seu tempo.








"Angu de Sangue", um homem revive, durante um assalto, o violento fim da relação com sua ex-companheira.






"The End", uma manicure descreve para um cliente o pensamento de outra mulher sobre como os americanos são superiores até no tratamento dedicado aos seus mortos.




"Socorrinho", através de uma canção, é narrada à história de uma menina seqüestrada  e violentada.







"Perna", uma platéia pouco educada vê a exibição de um filme onde um homossexual soropositivo morre por falta de socorro, após ser assaltado e ferido.







Elenco: André Brasileiro, Márcia Cruz, Ivo Barreto, Ceronha Pontes, Márcia Cruz, Hermília Guedes.
Direção de produção: André Brasileiro.

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